Endividamento bate recorde pelo sétimo mês e atinge 85% das famílias de menor renda. Para a Unolife, dívida é também um problema de saúde mental

Endividamento bate recorde pelo sétimo mês

Dados da Peic mostram que a base da pirâmide lidera a alta da inadimplência. Plataforma avalia que o sofrimento gerado pelo aperto financeiro chega tarde ao cuidado profissional.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, mostrou que 82% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer em agosto de 2026, patamar recorde pelo sétimo mês consecutivo. Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, o endividamento chegou a 85,1% e a inadimplência subiu de 38,5% para 38,8%, o único avanço registrado entre todas as faixas de renda.

O levantamento também aponta que 19,2% das famílias comprometem mais da metade da renda com dívidas e que o tempo médio de atraso das contas subiu para 65 dias. A parcela que declara não ter condições de pagar o que está em atraso chegou a 12,5%, o maior nível desde fevereiro.

Os números descrevem uma pressão econômica. Para a Unolife, plataforma brasileira de saúde mental e bem-estar online, descrevem também uma pressão emocional que costuma ficar fora do noticiário econômico.

“Dívida não é só um número na planilha. É insônia, é irritação em casa, é vergonha de atender o telefone, é a sensação de estar falhando com quem depende de você. Quando o orçamento aperta por meses seguidos, o desgaste deixa de ser pontual e vira rotina”, afirma Caroline Macarini, Psicóloga (CRP 06/156341) e Cofundadora da Unolife.

Na avaliação de Caroline, o aperto financeiro produz um efeito específico sobre o acesso ao cuidado. Quando a renda já está comprometida, buscar apoio profissional entra na lista do que pode esperar, ao lado de outras despesas adiáveis. O resultado é que justamente quem está sob maior pressão tende a demorar mais para procurar ajuda.

A psicóloga acrescenta que o problema não se resolve apenas com escuta. Parte do sofrimento associado à dívida tem causa concreta e demanda organização financeira, reestruturação de orçamento e, em alguns casos, orientação jurídica sobre direitos do consumidor e renegociação. São frentes que costumam ser tratadas separadamente, embora o desgaste seja o mesmo.

“Falar sobre o sofrimento ajuda, mas não substitui organizar a conta. Quando as duas coisas andam juntas, a pessoa sai do ciclo de adiar tudo”, diz Caroline.

O tema também alcança as empresas. Com a NR-1 e a obrigatoriedade de gestão de riscos psicossociais, fatores externos que afetam o desempenho e o clima no trabalho passaram a integrar a análise das organizações. Preocupação financeira persistente aparece com frequência em queixas de falta de concentração, irritabilidade e afastamentos.

Sobre a Unolife

Healthtech brasileira fundada em 2020, com sede em São Paulo, sob responsabilidade técnica da psicóloga Caroline Macarini (CRP 06/156341), cofundadora da empresa. Conecta usuários a nove categorias de especialistas online: psicólogos, psicanalistas, terapeutas, nutricionistas, personal trainers, advogados (orientação), coaches, consultores financeiros e assistentes sociais, todos com registro ativo nos respectivos conselhos profissionais (CRP, CRN, CREF, OAB, CRESS) e formação reconhecida pelo MEC. As sessões têm até uma hora e custam R$ 79,99, realizadas por videochamada em sala própria, privada e criptografada, no modelo pay-per-use, sem fidelidade contratual. A plataforma atende brasileiros no Brasil e no exterior e mantém frente corporativa voltada à gestão de riscos psicossociais e à NR-1. Site: https://unolife.com.br/ 

Aviso

A Unolife não oferece atendimento imediato a pessoas em situação de crise. Se você precisa conversar agora, ligue 188 (Centro de Valorização da Vida, gratuito, 24 horas) ou acesse www.cvv.org.br. Em caso de emergência, procure o hospital mais próximo.

Caroline Macarini
Psicóloga e Cofundadora da Unolife at  |  + posts

Caroline Macarini é psicóloga (CRP 06/156341) e cofundadora da Unolife, com mais de 14 anos de atuação em comportamento humano, desenvolvimento emocional e relações. Ao longo da carreira, acompanhou indivíduos, líderes e equipes tanto na prática clínica quanto no contexto organizacional. Acredita que saúde emocional e autoconhecimento fazem parte da vida cotidiana às relações e transições que moldam quem somos.

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