Plataforma de saúde mental online aponta que preço, agenda e exposição funcionam como barreiras concretas entre o mal-estar e a primeira consulta.
O Atlas da Violência, levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que aproximadamente 78,8% das mortes por suicídio no estado de São Paulo, o mais populoso do Brasil, ocorrem entre homens. A proporção acompanha um padrão nacional. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, a taxa de mortalidade por suicídio no país é de 12,6 a cada 100 mil homens, contra 5,4 a cada 100 mil mulheres.
A leitura mais comum desses números aponta para a forma como homens são educados a lidar com o próprio sofrimento. Ela é correta e insuficiente. Entre reconhecer o mal-estar e marcar uma consulta existe um intervalo prático, feito de obstáculos que raramente entram no debate público.
É nesse intervalo que a Unolife, plataforma brasileira de saúde mental e bem-estar online, concentra sua leitura sobre o tema.
“O homem raramente marca uma consulta dizendo que está mal. Ele marca porque não dorme há três semanas, porque explodiu com o filho, porque o estômago parou de funcionar. O sofrimento chega traduzido em sintoma físico, porque nomear o que sente ainda carrega o peso de admitir fracasso”, afirma Caroline Macarini, Psicóloga (CRP 06/156341) e Cofundadora da Unolife.
Na avaliação de Caroline, três obstáculos se somam ao tabu. O primeiro é o custo, que transforma a consulta em decisão familiar e não individual, o que adia a procura. O segundo é a agenda, já que sair mais cedo do trabalho exige uma justificativa que poucos querem dar. O terceiro é a exposição, porque em cidades pequenas e médias a porta do consultório é pública. Enquanto os três seguirem de pé, a decisão de procurar cuidado continuará sendo empurrada para frente.
A discussão também mudou de lugar dentro das empresas. Com a NR-1 e a obrigatoriedade de gestão de riscos psicossociais, a saúde mental deixou o campo do benefício opcional e passou a integrar a pauta de conformidade. Para a Unolife, o ambiente de trabalho costuma ser onde o adoecimento masculino se manifesta primeiro, em forma de irritabilidade, queda de desempenho, conflito e afastamento. E o cuidado nesse contexto exige separar acompanhamento de vigilância: a empresa precisa saber se o programa está sendo usado, mas não pode saber quem usou nem o que foi dito.
A campanha do Setembro Amarelo cumpre o papel de abrir a conversa. A psicóloga defende que a oferta de cuidado sobreviva ao calendário.
“Ninguém adoece em setembro e melhora em outubro. Enquanto pedir ajuda continuar custando caro, exigindo explicação e expondo quem procura, o homem vai continuar adiando”, afirma Caroline.
Sobre a Unolife
Healthtech brasileira fundada em 2020, com sede em São Paulo, sob responsabilidade técnica da psicóloga Caroline Macarini (CRP 06/156341), cofundadora da empresa. Conecta usuários a nove categorias de especialistas online: psicólogos, psicanalistas, terapeutas, nutricionistas, personal trainers, advogados (orientação), coaches, consultores financeiros e assistentes sociais, todos com registro ativo nos respectivos conselhos profissionais (CRP, CRN, CREF, OAB, CRESS) e formação reconhecida pelo MEC. As sessões têm até uma hora e custam R$ 79,99, realizadas por videochamada em sala própria, privada e criptografada, no modelo pay-per-use, sem fidelidade contratual. A plataforma atende brasileiros no Brasil e no exterior e mantém frente corporativa voltada à gestão de riscos psicossociais e à NR-1. Site: https://unolife.com.br/
Aviso
A Unolife não oferece atendimento imediato a pessoas em situação de crise. Se você precisa conversar agora, ligue 188 (Centro de Valorização da Vida, gratuito, 24 horas) ou acesse www.cvv.org.br. Em caso de emergência, procure o hospital mais próximo.
Caroline Macarini é psicóloga (CRP 06/156341) e cofundadora da Unolife, com mais de 14 anos de atuação em comportamento humano, desenvolvimento emocional e relações. Ao longo da carreira, acompanhou indivíduos, líderes e equipes tanto na prática clínica quanto no contexto organizacional. Acredita que saúde emocional e autoconhecimento fazem parte da vida cotidiana às relações e transições que moldam quem somos.
- Caroline Macarini
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