Crise de saúde mental no trabalho: recordes de afastamentos e impactos nas empresas

Crise de saúde mental.

Entenda os efeitos negativos do absenteísmo e dos afastamentos de funcionários por causa de problemas mentais e emocionais!

Existe uma crise de saúde mental no trabalho? Na perspectiva brasileira, a resposta é sim!

O atual mercado corporativo brasileiro evidencia uma crise aguda na saúde mental de trabalhadores, o que afeta diretamente os resultados e a produtividade dos negócios.

Dados recentes do Ministério da Previdência Social demonstram que o número de afastamentos relacionados a transtornos mentais atingiu patamares históricos, sinalizando um problema que demanda atenção imediata.

Em 2024, foram registrados quase meio milhão de afastamentos, sendo o maior volume observado no período de uma década, o que demonstra o agravamento dessa situação.

Os números refletem 472.328 licenças médicas concedidas por questões de saúde mental, um aumento de 68% em comparação com o período anterior.

Por que as doenças mentais estão se agravando no mercado de trabalho?

O crescimento expressivo de doenças mentais no trabalho revela que os transtornos psicológicos estão se tornando incapacitantes em níveis nunca observados, reforçando a urgência de ações preventivas.

A análise detalhada dos dados brasileiros permite identificar que os desafios enfrentados pelos trabalhadores não se restringem apenas ao ambiente laboral, mas também têm raízes profundas em questões sociais e econômicas.

Diversos especialistas apontam que fatores como a sobrecarga de trabalho, a instabilidade financeira e as cicatrizes deixadas pela pandemia contribuíram significativamente para o aumento dos problemas de saúde mental.

A pressão constante no ambiente profissional, aliada à necessidade de adaptação a novas rotinas, intensifica o desgaste emocional dos trabalhadores, refletindo-se diretamente no número de afastamentos.

Em resposta a esse cenário, o governo federal implementou medidas rigorosas, buscando estabelecer diretrizes mais claras e fiscalizadas para a promoção da saúde no ambiente de trabalho, como, por exemplo, a atualização da NR-1.

Quais são as mudanças da NR-1?

Uma das iniciativas adotadas no Brasil foi a atualização da NR-1, norma que orienta as práticas de segurança e saúde ocupacional, agora com uma fiscalização mais intensa e penalidades para empresas que não cumprirem os requisitos.

Essa mudança normativa visa criar um ambiente laboral mais saudável, onde a prevenção e o cuidado com a saúde mental sejam prioridades, contribuindo para a redução dos afastamentos.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desempenha um papel crucial nesse contexto, concedendo benefícios aos trabalhadores que necessitam se afastar por períodos superiores a 15 dias.

Para que o benefício seja liberado, é imprescindível que o trabalhador passe por uma perícia médica, a qual atesta a incapacidade temporária e identifica a doença que justifica a licença.

Em 2024, o INSS recebeu aproximadamente 3,5 milhões de pedidos de licença, dos quais cerca de 472 mil foram aprovados por problemas relacionados à saúde mental.

Esses números, quando comparados aos 283 mil benefícios concedidos no ano anterior, reforçam o aumento significativo dos afastamentos por transtornos mentais. Esse crescimento representa um marco na série histórica, sinalizando mudanças profundas no perfil das doenças que afetam a população ativa.

Como é registrada uma licença médica por transtornos mentais?

Cada licença médica é registrada individualmente, o que significa que um mesmo trabalhador pode ter se afastado mais de uma vez durante o mesmo período, contribuindo para o total elevado.

A forma como esses dados são contabilizados permite traçar um panorama detalhado dos impactos dos transtornos mentais na força de trabalho brasileira.

Além do impacto humano, o aumento dos afastamentos traz implicações econômicas para o sistema previdenciário, que precisa arcar com os custos dos benefícios concedidos.

Em média, os trabalhadores ficam afastados por cerca de três meses, recebendo aproximadamente R$ 1,9 mil por mês, o que, em conjunto, pode representar um impacto de quase R$ 3 bilhões apenas em 2024.

Esse montante elevado evidencia o peso financeiro que a crise de saúde mental impõe ao INSS e ao orçamento público, exigindo ações estratégicas para a sua contenção.

Quais regiões têm mais afastamentos por doenças mentais?

A distribuição dos afastamentos aponta que os estados mais populosos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, concentram o maior número absoluto de casos, devido ao seu elevado contingente de trabalhadores.

Contudo, quando se analisa a proporção de afastamentos em relação à população, regiões como o Distrito Federal, Santa Catarina e Rio Grande do Sul demonstram índices proporcionalmente mais altos.

Em algumas localidades, fatores específicos, como eventos traumáticos e desastres naturais, podem ter potencializado o estresse e contribuído para o agravamento dos transtornos mentais.

Um exemplo disso pode ser observado no Rio Grande do Sul, onde tragédias recentes, como enchentes devastadoras, impactaram a vida de milhares de pessoas, aumentando a vulnerabilidade emocional dos trabalhadores.

Qual o perfil do trabalhador que se afasta por doença mental?

O perfil dos beneficiários dos afastamentos revela que a maioria é composta por mulheres, com idade média em torno dos 41 anos, frequentemente enfrentando quadros de ansiedade e depressão.

Essa predominância feminina pode ser atribuída a fatores sociais e culturais, que impõem sobrecargas de trabalho e responsabilidades familiares, além de desigualdades salariais persistentes.

Embora os dados oficiais não detalhem informações sobre raça, faixa salarial ou escolaridade, estudos indicam que as desigualdades estruturais intensificam o impacto dos transtornos mentais em grupos mais vulneráveis.

A maior sensibilidade das mulheres à pressão e ao estresse, aliada à necessidade de conciliar trabalho e cuidados domésticos, torna esse grupo particularmente suscetível aos problemas de saúde mental.

Diante desse panorama complexo, torna-se evidente a necessidade de desenvolver políticas públicas integradas e investir em estratégias que promovam a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado dos transtornos mentais, garantindo assim o bem-estar e a produtividade dos trabalhadores brasileiros.

Como enfrentar a crise de saúde mental no trabalho?

O enfrentamento dessa crise passa, necessariamente, pelo reconhecimento de que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física, demandando investimentos e ações que promovam ambientes de trabalho mais humanos e sustentáveis.

Somente com um compromisso coletivo, envolvendo governo, empresas e a sociedade civil, será possível transformar esse cenário e oferecer condições melhores para que os trabalhadores possam exercer suas funções sem prejuízo à sua saúde.

A ampliação do debate sobre o tema e a implementação de medidas preventivas são passos fundamentais para reduzir os afastamentos e mitigar os impactos econômicos e sociais dessa realidade.

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